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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Projeto une grupos de Heliópolis e Amsterdã

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)
Companhia de Teatro Heliópolis
Começa hoje um workshop ministrado por Mike Van Alfen, diretor artístico do MC Theater (grupo holandês) que, assim como a anfitriã Companhia de Teatro Heliópolis, trabalha com integrantes pertencentes ao que, comumente, recebe a alcunha de “grupos em situação de risco”.

A ação faz parte de um projeto da Companhia de Teatro Heliópolis e financiado pelo MC Theater.

“Nós seremos responsáveis pelas passagens aéreas dos atores da Companhia Heliópolis. Estamos concorrendo às passagens pelo Ministério da Cultura”, comenta Miguel Rocha, diretor da CTH que concedeu entrevista exclusiva ao Aplauso Brasil e que você lê a seguir.

Aplauso Brasil - Quais os tipos de risco em que a situação de ambos os grupos se aproximam e se enquadram? Apenas social e econômica?

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Entretenimento também pode ser Arte

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Meio à especulação sobre o “mistério” que alçou Avenida Brasil, telenovela de João Emanuel Carneiro que chega ao fim logo mais, ao posto de fenômeno, fica a certeza: entretenimento também pode ser Arte e com maiúscula mesmo.

Mesmo os mais resistentes ao gênero que é produzido e mercantilizado, com maestria, pela TV Globo, reconhecem diversos sinais de que Avenida Brasil já é um marco na História da TV: interpretações pungentes – destacando a soberania da entrega de Adriana Esteves à Carminha –, cenários, figurinos, edição, direção etc. Tantos atributos que deixamos de lado o desconforto com a agressiva exploração comercial da trama, com inúmeros mershandaisings.

Neste breve relato quero aplaudir de pé (embora esteja na cadeira de rodas) a primorosa dramaturgia, Carneiro utiliza cada elemento dramático e reinventa a forma de abordar o gênero folhetinesco com afiado bisturi de competência. Em lugar de mocinhas e vilões maniqueístas que o telespectador é obrigado a engolir a cada nova telenovela, Joao Emanuel ousou a escancarar algo que é mais real que o suposto realismo a que o gênero se propõe: somos feitos do mesmo barro, ou seja, temos, todos, o bem e  mal em nós e são as relações – familiares, interpessoais, sociais etc. – que nos conduz a evidenciar um desses lados.

Regina Duarte atua e dirige no teatro

Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Regina Duarte comemora meio século de carreira
A montagem Raimunda, Raimunda marca a volta de Regina Duarte aos palcos. A estreia é hoje no Teatro Raul Cortez, às 21 horas. O texto é do piauiense Francisco Pereira da Silva (1918- 1985). No elenco estão: Regina, que também assina a direção, e os atores: Allan Souza Lima, André Cursino, Creo Kellab, Henrique Pinho, Ricardo Soares, Rodrigo Becker, Rodrigo Candelot e Saulo Segreto.

Regina passa tempos sem pisar nos palcos. O seu último trabalho foi Coração Bazar, direção de José Possi Neto, em 2005. Ela só decide fazer teatro quando encontra um texto que fala de coisas que está querendo investigar num determinado momento de sua vida.

"Raimunda, Raimunda" é dirigida pela atroz
¨Faço teatro para me conhecer melhor e para me equipar como atriz para a TV, que é uma vitrine¨, declara.
Escolheu encenar Raimunda, Raimunda porque ficou encantada pela história e declara ser uma grande admiradora das obras autor, que conheceu há quatro anos, num evento no Piauí. Na ocasião, foi presenteada com um volume editado pelo Grupo Harém de Terezinha contendo a quadrilogia das Raimundas. Duas delas chamaram especialmente a sua atenção, Ramanda e Rudá e Raimunda Pinto.

Regina acredita que a lembrança do seu pai Jesus, cearense, que dizia eita diabo!” sempre que estava contrariado, foi um dos motivos do seu encantamento pela obra.
 
A atriz na infância teve contato com circo mambembe e a peça também lhe chamou a atenção porque mexe com o universo circense, com humor, malícia e ingenuidade.
A encenação tem dois atos. No primeiro, Raimunda e seu companheiro Rudá, num ambiente de destruição ambiental, buscam São Saruê, terra prometida mencionada nos cordeis nordestinos.

O segundo é um épico em tom de farsa tragicômica, que narra, em flashback, a história da mulher do primeiro ato. Raimunda Pinto, cearense, que vai pra o Rio de Janeiro com o objetivo de se dar bem na vida e ser feliz.

¨A peça fala sobre a busca da felicidade nessa vida e como escolhemos caminhos em nossa vida. Os acertos e os equívocos que cometemos são retratados na peça¨, diz Regina.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Thiago Lacerda e grande elenco estreiam Hamlet


Nanda Rovere e Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)



Thiago Lacerda é "Hamlet"
Uma das obras-primas do bardo inglês William Shakespeare, Hamlet, com a sob direção de Ron Daniels, quem assina a tradução e adaptação da obra ao lado de Marcos Daud, traz um elenco com atores de relevo na cena teatral paulistana - Antonio Petrin, Selma Egrei, Roney Facchini, Eduardo Semerjian, Anna Guilhermina, André Hendges, Chico Carvalho, Everson Romito, Fernando Azambuja, Marcelo Valente Lapuente, Marcos Suchara, Rafael Losso, Ricardo Nash e Rogério Romera – e no papel-título, Thiago Lacerda. O projeto da montagem foi idealizado pelo diretor Ruy Cortez, responsável, também, pela curadoria do espetáculo, patrocinado pelo programa Vivo Encena, que chega ao palco do TUCA nesta sexta-feira (19), às 21 horas.

Encenar Shakespeare era um desejo de Thiago Lacerda desde que protagonizou Calígula, com direção de Gabriel Villela.  O ator, no entanto, não tinha pensado em fazer Hamlet, mas não pode dizer não ao convite de Ruy Cortez, diretor teatral que neste projeto assina a idealização e curadoria artística.

Ruy Cortez, amigo de longa data de Ron Daniels, realiza um sonho desde os tempos (12 anos atrás) em que Daniels dirigiu seu tio, Raul Cortez, em Rei Lear, de ter  uma montagem de Hamlet aqui no Brasil, assinada pelo diretor. Para cuidar da produção, escalou o ator e produtor Claudio Fontana, que no momento está viajando com a montagem de Macbeth (direção de Gabriel Villela).

 ¨Busquei um terreno fértil para a montagem. Daniels conhece profundamente o teatro e tem grande experiência e reconhecimento internacional¨, diz o curador, salientando que isso dá ao diretor a legitimidade para oferecer ao público um espetáculo de qualidade.

Sobre a existência de inúmeras versões de Hamlet e o que a sua montagem pode trazer de atrativo, Daniels opina que cada diretor tem a sua interpretação da obra de Shakespeare e as possibilidades de compreensão do seu conteúdo são infinitas.

¨Shakespeare tem bons enredos para o ator e para a plateia e é maravilhoso que existam montagens diferenciais. Quanto mais Shakespeare, melhor, pois contar histórias é o que nos define como seres humanos e define quem somos¨, diz o encenador.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Elias Andreato é um solitário catador de pensamentos


Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

 
O premiado ator Elias Andreato estreia novo solo
O ator Elias Andreato estreia O Andante, direção do ator, que está sozinho no palco, em parceria com André Acioli. Na equipe técnica, os diretores têm a colaboração de artistas de talento e renome da cena teatral para acrescentar a qualidade da montagem: Daniel Maia assina a trilha original e Wagner Freire, a iluminação. A estreia é quinta (18), no Teatro Eva Herz, às 21h.

Elias Andreato interpreta um solitário catador de pensamentos e viaja pelo mundo real e virtual, reciclando as palavras dos livros.

O Andante é um espetáculo poético que pretende resgatar a imaginação, os sonhos e a capacidade do público se emocionar.

O objetivo da encenação é gerar reflexões sobre a vida como um lugar em que estamos de passagem, e sobre a função da arte.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

SILÊNCIO TAMBÉM É PRECE ou.... Exercitando o desapego!

Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

RIO DE JANEIRO - NISE DA SILVEIRA - SENHORA DAS IMAGENS retorna aos palcos do Rio esta quarta, 17 de outubro, com uma exótica e ''corajosa'' proposta: já na bilheteria a produção avisará a distinta platéia que não será permitida a entrada no teatro portando aparelhos celulares, sendo opcional a retirada da bateria e chip, por privacidade.

''É uma decisão fiel a Dra. Nise. Teatro é um ritual. Ou você se entrega ou passa um torpedo. É bom exercitar o desapego. Além do mais, o Rio adora um 'modismo'. Esta é uma moda que vale a pena. Espero que venha para ficar.''

Os celulares ficarão em saquinhos numerados de forma a serem devolvidos aos seus ávidos donos na saída.

Na foto, Ana Botafogo, coreógrafa da montagem, e o pianista João Carlos Assis Brasil ao lado de Mariana Terra, durante os ensaios para a temporada de novembro no SESC SANTANA da versão NISE DA SILVEIRA - GUERREIRA DA LUZ.
  • PARQUE DAS RUÍNAS. 17 a 28 DE OUTUBRO. QUARTA a DOMINGO 19h.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Partilha de Miguel Falabella 22 anos depois

Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"A Partilha"
SÃO PAULO - A re-estreia de A Partilha, escrita e dirigida por Miguel Falabella, se deu na capital carioca no Teatro Oi Casa Grande, em comemoração ao aniversário de mais de duas décadas (exatos 22 anos) da peça que, como disse nosso colaborador Luís Francisco Wasilewski, catapultou o autor a um dos principais nomes dramaturgia brasileira. Depois da breve temporada fluminense, a montagem passou pelas cidades de Porto Alegre, Novo Hamburgo e Curitiba. A estreia paulistana será na próxima sexta-feira (19), às 21h, no Teatro Frei Caneca. No elenco estão as atrizes Suzana vieira, Arlete Salles, Patricya Travassos e Thereza Piffer.

A Partilha fala de relações afetivas com doses de humor. Conta a história de quatro irmãs que estão um pouco afastadas, cada uma se dedicando à sua própria rotina.
A morte da mãe as une novamente e são gerados muitos conflitos devido à partilha da residência em que a mãe morava. Elas se amam, mas os conflitos também são inúmeros.

Regina (Susana Vieira) é liberada, esotérica e de bem com a vida; Lúcia (Arlete Salles) teve a coragem de abandonar o marido e o filho para viver um grande amor em Paris; a tijucana Selma (Patricya Travassos) é conservadora, casada com um militar e está presa a uma rotina tediosa; Laura (Thereza Piffer) é a mais nova. É intelectual e homossexual assumida.